A maioria dos portugueses concorda com o pagamento de propinas no ensino superior, mas está contra o aumento de cerca de 500 Euros na prestação máxima que este ano entrou em vigor.
A conclusão é retirada do barómetro DN/TSF hoje divulgado e que mostra ainda que a maioria dos portugueses é contra a decisão do Governo de serem as faculdades a fixar as propinas.
Dois em cada três portugueses (66,3 por cento) são a favor do pagamento de propinas, com 24,2 por cento a manifestar opinião contrária e 9,5 por cento sem responder ou a afirmar não saber. Mas para 59,5 por cento dos portugueses, a propina máxima não deveria aumentar tanto este ano. Cerca de 30 por cento defendem o valor e 9,6 por cento não sabem ou não respondem.
Uma escassa maioria está contra a decisão do Governo (43,2 por cento) de entregar a fixação do valor das propinas às faculdades, enquanto 38,8 por cento a acha correcta.
A sondagem foi realizada pela Marktest para o "Diário de Notícias" e TSF entre 18 e 21 de Novembro, abrangendo um universo de 809 indivíduos, com um erro de amostragem de mais ou menos 3,45 por cento, para um intervalo de confiança de 95 por cento.
in Público
Os “bold” são da responsabilidade de A Verdade da Mentira
Sou a favor das propinas. Sou contra os meus colegas que lutam avidamente pela abolição das propinas no ensino superior. Mas a verdade é que com os cortes orçamentais que as faculdades têm sido sujeitas (pelo menos na minha há falta de € para contratar professores) e pelo aumento do numero de alunos que entram por ano e com a redução do número de alunos formados, as coisas só tendem a piorar. O que está mal? Muita coisa. Tenho conhecimento de propostas de melhoramento do ensino superior elaboradas por professores meus, propostas estas apresentadas às instâncias superiores. Não estrangulem ideias novas. É compreensível um aumento de propinas, mas 140% (no caso da minha faculdade) é inadmissível.
Afixado por: Zangão em dezembro 3, 2003 12:46 AMA grande maioria das pessoas não está contra as propinas. Está contra o seu valor e essencialmente, neste momento, quanto à percentagem de aumento em relação ao ano anterior. A acção social escolar, a qualidade de ensino e os equipamentos escolares são factores muito importantes nesta reivindicação académica. O que está em causa também é o modo como são identificados os estudantes carentes de auxílio, se bem que aqui a culpa seja da máquina fiscal. Enfim, as propinas foram o mote para uma acção reivindicativa dos estudantes junto do governo. Não quer isto dizer que não tenha havido alguns excessos e por que não dizê-lo, algum oportunismo, nesta oposição ao ministério da educação.
Afixado por: vmar em dezembro 5, 2003 12:14 AM